Apagamento lésbico
Invisibilização de experiências, relações e contribuições de lésbicas em registros, políticas, cultura ou conversas cotidianas. Pode acontecer mesmo dentro de espaços LGBT+ ou feministas.
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104 termos escritos para a Kurti
Invisibilização de experiências, relações e contribuições de lésbicas em registros, políticas, cultura ou conversas cotidianas. Pode acontecer mesmo dentro de espaços LGBT+ ou feministas.
Termo amplo para experiências em que existe atração sexual. Não descreve frequência, intensidade, libido nem comportamento de uma pessoa.
Forma abreviada, vinda do inglês, usada por algumas pessoas do espectro assexual para falar de si e de sua comunidade.
Pessoa que não se identifica com um gênero ou percebe sua experiência de gênero como ausente.
Pessoa que apoia ativamente direitos LGBTQIA+ sem ocupar o lugar de quem vive essa experiência.
No pajubá, palavra usada para se referir a uma mulher; o sentido pode variar conforme o grupo e a situação.
No pajubá, esconder, ajeitar ou acomodar algo; aparece com frequência ao falar de corpo, roupa e montação.
Orientação de quem sente pouca ou nenhuma atração sexual. Isso não determina afeto, libido ou desejo de relacionamento.
Termo que pode indicar um papel em uma prática sexual. Não define sozinho orientação, gênero, personalidade ou comportamento fora dela.
Interesse afetivo ou desejo de construir vínculo romântico; pode ou não acompanhar atração sexual.
Expressão que combina ou desloca referências socialmente lidas como masculinas e femininas. Não determina gênero nem orientação sexual.
Orientação do espectro de pessoas que sentem pouca ou nenhuma atração romântica. Isso não impede afeto, parceria, cuidado ou outras formas de vínculo.
Notícia, acontecimento ou situação que chama atenção; pode ser algo ótimo, intenso ou cheio de repercussão.
Um babado de grande proporção: confusão, surpresa ou acontecimento que rende muita conversa.
Palavra historicamente usada como ofensa contra homens gays e pessoas afeminadas. Parte da comunidade a reapropria, mas ninguém deve aplicá-la a outra pessoa sem intimidade e consentimento.
Preconceito, hostilidade ou apagamento dirigido a pessoas bissexuais, inclusive a ideia de que sua orientação seria indecisiva ou temporária.
Modelo que reconhece apenas homem e mulher como possibilidades fixas. Muitas identidades existem para além dessa divisão.
Publicar ou agir buscando atenção, elogios e engajamento, geralmente de maneira bem-humorada nas redes sociais.
Orientação de quem pode sentir atração por mais de um gênero, não necessariamente do mesmo modo ou na mesma intensidade.
Termo que algumas pessoas usam enquanto exploram possível atração por mais de um gênero. É uma descrição opcional, não uma etapa obrigatória.
No pajubá e em gírias LGBT+, homem que desperta interesse ou simplesmente um modo informal de se referir a um homem.
Termo usado por algumas lésbicas e pessoas queer para uma expressão ou identidade ligada à masculinidade. O sentido é pessoal e não deve ser imposto a ninguém.
Expressão facial ou visual marcante, usado para transmitir atitude, beleza e presença.
Pessoa cuja identidade de gênero corresponde ao gênero que lhe foi atribuído no nascimento.
Ação, visual ou fala de destaque. Dar close é chamar atenção com presença; close errado é uma atitude vista como inadequada.
Expressão em inglês para o processo de compartilhar orientação sexual ou identidade de gênero. É uma escolha pessoal, não uma obrigação.
Adaptação latino-americana de queer, usada em alguns contextos acadêmicos, artísticos e ativistas para destacar experiências locais. Nem toda pessoa prefere esse termo.
Movimento cultural criado por comunidades negras e latinas LGBT+ nos Estados Unidos, organizado em casas, categorias, batalhas e formas próprias de dança e performance.
Deixar aparecer trejeitos, estilo ou sinais associados à vivência LGBT+; também pode significar aparecer e marcar presença.
Nome de registro que uma pessoa trans ou não binária deixou de usar. Revelá-lo ou insistir nele pode causar constrangimento e violar sua privacidade.
Vivência do espectro assexual em que a atração sexual costuma surgir depois da formação de vínculo emocional significativo.
Expressão artística que cria personagens por meio de figurino, maquiagem, performance e linguagem de palco; não determina a identidade de gênero de quem performa.
Artista que explora masculinidades em uma performance drag, com recursos como figurino, maquiagem, voz e movimento.
Artista que explora feminilidades em uma performance drag. A pessoa pode ter qualquer gênero ou orientação sexual.
Forma como alguém apresenta socialmente aspectos associados ao gênero, por exemplo em roupa, cabelo, voz e gestos.
Ideia simplificada atribuída a todo um grupo. Mesmo quando parece positiva, pode apagar diferenças e limitar pessoas.
Rede de afeto, cuidado e apoio construída para além dos vínculos biológicos ou legais.
Redução de uma pessoa ou grupo a fantasia sexual, frequentemente baseada em raça, gênero, corpo ou orientação, ignorando sua individualidade e limites.
Identidade ou expressão ligada à feminilidade, usada por algumas pessoas lésbicas e queer. Ser femme não define comportamento, papel afetivo ou prática sexual.
Pessoa que sente atração por pessoas do mesmo gênero; no uso cotidiano, o termo aparece com frequência para homens gays.
Conjunto de identidades, papéis, expressões e relações sociais ligadas a ideias de masculino, feminino e outras possibilidades.
Identidade em que a vivência de gênero pode mudar ao longo do tempo ou entre diferentes possibilidades.
Vivência do espectro assexual em que a atração sexual pode ocorrer raramente, com pouca intensidade ou em circunstâncias específicas.
Termo ofensivo usado para deslegitimar pessoas bissexuais. Reforça estigma e deve ser evitado.
Criticar, debochar ou apontar uma falha, muitas vezes com humor. Dependendo do contexto, pode deixar de ser brincadeira e virar agressão.
Suposição social de que todas as pessoas são heterossexuais e cisgênero e de que apenas esse padrão seria normal ou esperado.
Pressão social que apresenta relações heterossexuais como destino obrigatório e pode dificultar que mulheres reconheçam ou expressem atração por outras mulheres.
Orientação de quem sente atração afetiva e/ou sexual por pessoas do mesmo gênero. O termo descreve uma orientação, não uma doença ou desvio.
Orientação de quem sente atração afetiva e/ou sexual por pessoas de gênero diferente do seu.
Preconceito, hostilidade, discriminação ou violência contra pessoas gays, lésbicas ou percebidas como homossexuais.
Experiência interna e pessoal de gênero, que pode ser mulher, homem, não binária, agênero ou outra.
Forma de compreender como fatores como raça, gênero, classe, deficiência e sexualidade se cruzam e produzem experiências diferentes de privilégio ou discriminação.
Termo para variações naturais de características sexuais que não se encaixam nas definições típicas de corpos masculinos ou femininos.
Preconceito, discriminação ou violência contra pessoas intersexo, inclusive a imposição de padrões corporais sem respeito à autonomia.
Fazer ou dizer algo visto como marcante, certeiro ou muito bem executado.
Mulher que sente atração afetiva e/ou sexual por mulheres.
Termo usado para falar de identidades, experiências, vínculos, cultura e organização política de lésbicas, sem presumir que todas vivam isso da mesma maneira.
Termo amplo para preconceito, discriminação e violência motivados por orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.
Preconceito, apagamento, discriminação ou violência dirigida a lésbicas, frequentemente atravessada por misoginia.
Uso de gênero, pronome ou tratamento que não corresponde à identidade de uma pessoa, de modo acidental ou deliberado.
No pajubá, forma informal e afetiva de chamar uma pessoa, amiga ou colega; o uso depende de intimidade e contexto.
Construção visual de uma personagem ou apresentação, comum na arte drag, por meio de maquiagem, cabelo, roupa e acessórios.
Termo amplo para orientações em que a atração se dirige a um único gênero, como ocorre em muitas experiências gays, lésbicas e heterossexuais.
Pessoa cuja identidade de gênero não se limita exclusivamente a homem ou mulher.
Expressão ou vivência que não segue expectativas sociais atribuídas a um gênero. Não é sinônimo automático de ser trans ou não binárie.
Nome pelo qual uma pessoa trans, travesti ou não binária se identifica e deseja ser reconhecida, mesmo sem alteração do registro civil.
Pronomes criados ou adaptados para oferecer formas de tratamento além das mais tradicionais. O uso depende da escolha de cada pessoa e do contexto linguístico.
No pajubá, palavra usada para homem. Como outras gírias comunitárias, pede atenção ao contexto.
Palavra de origem iorubá usada no pajubá com sentido de bonito, bom, elegante ou positivo.
Termo ligado a padrões de atração afetiva e/ou sexual. Não é a mesma coisa que identidade de gênero.
Afirmação de dignidade e pertencimento diante de uma história de vergonha imposta, invisibilidade e violência.
Exposição da orientação sexual ou identidade de gênero de alguém sem autorização. Pode violar privacidade e colocar a pessoa em risco.
Repertório linguístico com fortes raízes em línguas africanas, preservado e recriado sobretudo por travestis e outras pessoas LGBTQIA+ no Brasil.
Orientação em que a atração pode ocorrer independentemente do gênero da outra pessoa.
Percepção social de que alguém se encaixa em um padrão cisgênero ou heterossexual. Pode trazer segurança em alguns contextos, mas não mede autenticidade nem valor.
Termo que pode indicar um papel em uma prática sexual. Não define sozinho orientação, gênero ou personalidade.
Termo amplo para quem não se identifica com o gênero atribuído no nascimento, incluindo diferentes identidades trans e travestis.
Orientação em que pode haver atração por mais de um gênero, sem que isso signifique necessariamente atração por todos os gêneros.
No pajubá, cabelo, peruca ou aplique, especialmente quando o assunto é produção e montação.
Palavras usadas para fazer referência a alguém, como ela, ele ou formas neutras escolhidas pela pessoa. Perguntar com respeito evita suposições.
Termo reapropriado por parte da comunidade para identidades que desafiam normas de gênero e sexualidade; nem todas as pessoas se sentem confortáveis com ele.
Período ou processo em que alguém explora como compreende sua orientação sexual ou identidade de gênero, sem obrigação de adotar um rótulo definitivo.
Alteração de prenome e marcador de gênero nos documentos civis, realizada conforme as regras aplicáveis ao registro.
Vínculo de compromisso e intimidade que não precisa seguir as divisões usuais entre amizade e romance. Seu significado é combinado pelas pessoas envolvidas.
Compartilhar orientação sexual ou identidade de gênero. É um processo pessoal que deve acontecer no tempo e nas condições de segurança de cada pessoa.
Palavra usada historicamente como ofensa a lésbicas. Algumas pessoas a reapropriam com orgulho; outras não querem ser chamadas assim. Respeite a escolha individual.
Pessoa ou experiência ligada à atração entre mulheres e outras identidades alinhadas à feminilidade. Nem toda lésbica ou bissexual usa esse termo.
Dimensão da vida que pode envolver corpo, prazer, afeto, desejo, identidade, vínculos, cultura e direitos.
Preconceito e discriminação contra pessoas que vivem com HIV, alimentados por desinformação sobre saúde e transmissão.
Impressionar muito, superar expectativas ou entregar uma apresentação de grande impacto.
Preconceito, discriminação ou violência contra pessoas trans, travestis e identidades de gênero dissidentes.
Pessoa cuja identidade de gênero difere do gênero que lhe foi atribuído no nascimento.
Termo amplo para vivências trans orientadas à feminilidade, usado por algumas mulheres trans, travestis e pessoas não binárias.
Termo amplo para vivências trans orientadas à masculinidade, usado por alguns homens trans e pessoas não binárias.
Conjunto individual de mudanças sociais, documentais e/ou corporais que alguém pode escolher para afirmar seu gênero. Não existe roteiro obrigatório.
Mudanças na forma de se apresentar e ser reconhecide socialmente, como nome, pronome, roupa ou comunicação. Não exige intervenção médica nem alteração documental.
Forma abreviada de travesti que algumas pessoas reapropriam. Fora desse uso escolhido, pode soar ofensiva e não deve ser imposta.
Identidade de gênero feminina e política com história própria na América Latina; no Brasil, deve ser tratada no feminino quando essa for a identidade da pessoa.
União estável formada por pessoas do mesmo sexo, reconhecida juridicamente no Brasil com proteção familiar.
Gíria para algo ruim, cansativo, sem graça ou desagradável.
Pessoa que pode assumir diferentes papéis em práticas sexuais. O termo não define orientação sexual nem identidade de gênero.
Palavra usada como insulto contra homens gays e pessoas afeminadas. Há reapropriação em alguns círculos, mas o uso por terceiros pode ser ofensivo.
Presença pública e reconhecimento de um grupo, de suas experiências e de seus direitos sem apagar diferenças internas.
Criticar ou debochar de alguém. O tom e a relação entre as pessoas determinam se é brincadeira ou agressão.
Resumo geral com bases oficiais registradas pela redação. Verificado em 20/08/2026. Não substitui orientação jurídica para um caso concreto.
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